domingo, 25 de junho de 2023

Para dar nome ás coisas


Tem muito assunto pra pautar mas hoje quero falar do que tá mais latente. 

Isso tudo o que a gente sente tem um nome. Qual nome ele leva, só se permitir sentir vai dizer. 

Quais fases você passou e identificou? Deu nome? Sentiu? 

Hoje eu queria falar de reconhecimento de si. Levei 33 ou 34 anos para olhar pra mim e reconhecer que eu sou uma mulher bonita, sexy, atraente. Eu sempre priorizei ser inteligente, não que isso não importe hj, muito pelo contrário isso me faz ver que a partir do conteúdo eu crio repertório. Autoconhecimento é um processo solitário e amargo, mas um caminho sem volta, quando você passa a olhar pra si e organizar o que sente e quer dificilmente você se perde na bagunça do outro. E é sobre isso. Hoje eu me permito passar a noite na balada, usar um decote, um batom mais forte e ainda assim não deixar de ser a Bianca que prioriza conhecimento. Não me iludo com qualquer conversa mole e não saio em busca de pessoas. Entendi que eu posso e devo cuidar de mim, o outro na minha vida complementa, não "tapa buraco". Eu sou a protagonista, sou eu quem dirige o que sou e o que quero ser e trata-se de um processo longo e permanente, veja eu levei 30 e tantos anos pra entender que eu posso ser bonita e atraente. A vida prega peças, várias e todos os dias. Mas eu não espero que o outro me traga respostas na verdade eu espero do outro um abraço, um carinho, eu espero do outro um cuidado e não uma solução. É muito fácil ser uma mulher bonita, descolada e servir pra um role aleatório. Difícil é reconhecer que você é incrível, que se dispõe a encarar o mundo e não precisa de ninguém que te pegue no colo, só ficaria feliz se pegasse na mão. Porque você banca o seu eu. O maior desafio hoje é fazer com que o outro entenda isso sem parecer arrogância. Eu me encanto, me apaixono, quero colo, trocaria qualquer balada por conchinha, mas ainda assim, eu pago o preço por viver mais verdades e menos teorias. E tá tudo bem. Tenho aprendido que algumas coisas precisam ser nomeadas para ser entendidas e assim será.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Encontros e despedidas



 Depois de um tempo a gente passa a se conhecer melhor, se olhar com mais carinho. A vida me presenteou com pessoas nos últimos tempos, sou grata a cada ensinamento, a cada degrau de maturidade, reconheço que sozinha não chego em lugar nenhum. Não me disponibilizei a viver romance nenhum, mas me permiti tentar e não deu certo. Talvez o melhor que tenha acontecido foi isso mesmo. Peguei pensando em várias coisas, dentre elas reconheço que não sou uma pessoa tranquila ou fácil de lidar, mas é que eu nunca curti a ideia de viver uma vida como coadjuvante, assumo meu protagonismo em todas as áreas da minha vida, costumo pagar um preço alto por isso. Ainda digerindo todo esse processo ouvi de uma pessoa próxima que o meu jeito de chegar em lugares e conhecer pessoas é marcante, um jeito, um gesto, uma maneira de deixar marcas. Fiquei refletindo sobre isso e me fez viajar nas ideias, de fato eu nunca cheguei em lugar nenhum sem ser percebida, não estou falando nem de gritos nem de beleza física, pode ser energia, pode ser altura, mas nunca entrei em lugares sem ser notada, a mesma coisa acontece na vida das pessoas e quando penso no aspecto “pessoas” me dou conta de que pra mim, ninguém vem ao mundo a passeio, não quero ser a pessoa sem nome, quem me lê a mais tempo sabe que eu nunca quis ser a filha do Raimundo, meu nome é Bianca e quero ser reconhecida assim, meu lugar de fala não é só o de filha. Mas o que mais me chamou atenção foi perceber que eu atuo dessa forma na vida sem forçar nada, sem meter o pé na porta, só sendo eu e respeitando o outro como ele é. Recentemente conheci uma pessoa incrível, que me levou pra dentro de peito aberto, fui abraçada por todos do seu entorno, mudei de ideia de estar só, senti saudade, me envolvi, mas tenho a plena convicção de que aquele lugar não é meu. Tive a impressão de estar cruzando a história, invadindo espaço e desde então, constantemente sou colocada à prova de que de fato alguém sobra e esse alguém sou eu. Digeri, refleti, angustiada, chateada, até que entendi que nesse lugar não há um espaço pra mim e tá tudo bem!!! Mudamos o formato, refazemos a rota, reconhecemos a importância da pessoa e seguimos a caminhada, a nossa locomotiva precisa seguir viagem. 

Me angustiou a sensação de ser um peso, a sensação de estar ocupando espaço, de atrapalhar, mas talvez a maturidade estava só tentando me dizer que eu havia parado na estação errada, a gente deixa um pouco da gente, leva um pouco do outro e segue, completamente refeita. Eu acredito que isso seja viver e se relacionar com pessoas, aprender, se descobrir e entender que cada um dá o que tem e às vezes aquela oferta é exatamente o que você precisa pra seguir viagem. Talvez aquela pessoa precise de coragem pra assumir o protagonismo da vida dela ou assumir as rédeas de uma história que ela sempre quis viver e não pôde. O que a gente faz com a troca desses encontros na vida é subjetivo e eu sou grata pelos encontros e despedidas que a vida tem me proporcionado. A gente pega a nossa parte da bagagem, sem esquecer da nossa essência, de quem somos e vai fazer história em outras estações. A vida é uma viagem, Obrigada pela carona! 💙


domingo, 23 de abril de 2023

3.4 seja bem vindo

 Querido diário, surtei 

Hahahahahahahahah 


Mentira... mas quase... 


Precisava escrever, estava sem tempo. Só pra que fique claro, eu prometi que abril seria o meu mês! Além de adentrar aos 34 anos eu me permitiria viver coisas que há  muito tempo não vivia e assim tem sido. 

Reencontrei pessoas queridas, revisitei algumas pendências do passado, quitei essas dívidas emocionais, conheci lugares novos, pessoas novas, romances e lances. Descobri que sou apaixonada por pessoas e histórias, me sinto muito lisonjeada quando partilham vivências comigo, para além do consultório, como Bianca Chieregato mesmo, me enriquece como pessoa. Depois da paixão/encantamento/ apego, não sei que nome isso leva eu me dei conta que se apaixonar depois dos 30 anos é tipo ressaca. Eu bebo? Não bebo! Mas fiz esse paralelo. Recuperar de uma ressaca mais velho leva mais tempo. Mas eu descobri uma coisa legal nesse processo. Eu tenho muito medo de ser infeliz. Eu já sabia disso, mas tive a plena convicção de que é um pavor mesmo, odeio ser vulnerável, odeio a sensação de ficar a mercê do outro (minha psicóloga que lute). Quando a paixão acabou eu estava numa fase de viver as coisas que aguardavam por mim, sendo muito honesta comigo e com as pessoas que eu pudesse me deparar e deparei. Pessoas incríveis com histórias de vida incríveis e super dispostas a me levar na bagagem e sabe o que eu fiz? Recuei... corri, me escondi, fugi, mas não menti. Pedi desculpas disse que eu tenho medo. Medo de ser infeliz, medo de machucar as pessoas, medo de ser enganada de novo, medo de quebrar, de ter uma ressaca real de amor, medo de chorar sozinha e querer um colo. A bagunça hoje é minha tenho clareza disso e não coloco ninguém no meu caos. Firmo meus dois pés bem fixos no chão. Conto comigo pra descobrir lugares que ainda não fui, viagens que esperei, baladas que nunca mais pisei, bocas que ainda não beijei, sexos que ainda não fiz. Volto pra mim mesma, em paz, grata pela partilha mas sem fazer os planos pro amanhã, vivendo o hoje, o agora, tudo oq pode ser proporcionado naquele instante. Não machuco ninguém, não coloco ninguém na mira do meu jeito furacão de ser. Encerro um ciclo de muito aprendizado, de muito silêncio, de muito anonimato e início um ciclo me abraçando mais apertado. Reconhecendo o ser HUMANO que tenho me formado e certa de que muita coisa boa ainda vai acontecer. Muitas lições e histórias estão vindo numa folha em branco. "De peito aberto e cabeça erguida vê se segue a vida e tenta ser feliz".

 Ei 3.4 TÔ PRONTA!!!!! ❤️

domingo, 12 de março de 2023

Sua cabeça te leva onde os pés não alcançam

 Talvez meu grande erro seja ser sincera. Creio que nos dias de hoje lidar com isso pra muitos é um desafio. Estou num dilema de querer o mundo, mas não sei se esse é o momento de voar ou criar raízes. Sabe aquele filme: “Comer, rezar e amar” eu já quis muito viver ele, no fundo minha alma anseia um pouco por isso, mas acredito que tenha mais a ver com o âmbito das descobertas e do se lançar. 


Estou em um momento familiar desafiador e ao mesmo tempo reconstrutor. Percebo a gente mais cuidadoso uns com os outros, esses dias precisei dos meus pais apenas pra um abraço e naquele instante eu pude ser só a filha, cuidada, amparada e isso me fez pensar na importância de criar raízes ou não abrir mão delas. Quando falo da sinceridade como algo que seja parte minha, tenho muito claro que não carrego o outro na minha bagunça, nem nas minhas indefinições. não espero que o outro tenha respostas para questionamentos meus tão pouco me salve do reino do meu castelo. Não faço jogos de interesse nem me enfio em situações que não me fazem bem. 

Viver uma fase de re significação é ir onde os pés não alcançam, é projetar avanços e conquistas pessoais mensurando a plateia e os riscos. Hoje me vejo num embate de maturidade e escolhas. Tentando encontrar clareza sobre quais caprichos eu terei de ceder, quais sonhos não caminham mais com aquela menina que ia dominar o mundo de qualquer maneira. Até o mundo mudou um pouco de formato, s menina virou mulher e várias coisas nesse processo não foram maturadas; 

Nem sempre quem ta junto pra perder, vai estar junto pra ganhar e a gente precisa ter em mente o que de fato importa no agora, quais planos são os de agora? Por onde começar? Acalma o coração menina, mantém a cabeça no lugar e segue no propósito. 

Talvez seja melhor ir onde os pés alcançam por enquanto, mas sem perder o desejo de chegar aonde eles ainda nem pisaram.  



quarta-feira, 8 de março de 2023

Será que o amor romântico vai entrar em extinção?

 


Oi querido diário 

Sigo em estado de graça mas ainda em devaneios. Rs 


Hoje atendi uma pessoa com uma história muito parecida com a nossa. Queria poder te ligar e saber como você está, bateu uma saudade mesmo, do meu amigo. Certamente nesse devaneio você ia rir da minha cara e diria: "sério Bia?". As pessoas estão atarefadas demais no próprio umbigo a ponto de esquecer de olhar pro lado. Qual a sensação de quando estamos apaixonados? Quais reações físicas o nosso corpo emite nesse momento? Você ainda lembra? Sabe aquele frio na barriga? A expectativa da chegada, do beijo. 

O amor romântico ainda existe??? Aquele do carinho pela recarga de afeto apenas não pelo sexo. Na nossa história não foi amor romântico também foi sexo maduro. Te lembra de como eu era uma menina ? Sério… acreditava em conto de fadas… a história de hoje me fez lembrar disso. Desse processo de menina pra mulher. Sabe que sou péssima em lembrar de algumas coisas quando resolvo ir embora né… mas hoje fazendo relatório de atendimento me dei conta que abri mão da nossa história (que não vivemos) Acho que isso me fez viver algumas coisas de forma mais plena sem pensar muito no amanhã porque ele podia nem chegar. 

Outra coisa que me fez pensar é que tudo bem se o amor romântico não chegar, eu só quero me apaixonar e ser recíproco. Não quero rótulo, não quero protocolo, não quero script, só reciprocidade. Leveza, frio na barriga, aventura, mãos dadas, viver, o agora, sentir e ir… 

Eu acho que nasci pra isso, sentir… me permitir, entregar. Seria tudo tão mais fácil se a gente pudesse viver com gente que se banca né? Talvez seja isso. Sou grata mas quero mais da vida… mais frio na barriga, mais mão dada, mais taquicardia, mais entrega. As pessoas querem recibo de tudo, perdem tempo demais dando nome á coisas que no fim das contas nem precisava, enquanto isso não acontece eu vou escrevendo meus desalinhos… 


terça-feira, 7 de março de 2023

Em Ecstasy

 Não sei por onde começar, mas o momento é de graça. Acredito em energia sempre falei isso. Posso dizer piamente que esse momento me disse que valeu a pena não ter desistido de mim, que todas as decisões que tomei até aqui foram as melhores. Eu tenho a impressão de quem se aproxima nesse momento, seja por qual motivo for sente essa sensação de amor mesmo, de transbordar. Eu tenho a sensação de que cada passo, cada movimento tá sendo regido por uma força invisível de muito amor e muito cuidado. Faziam muitos anos que eu não me sentia assim, serena e eu desejo de verdade que eu possa de forma inconsciente transmitir isso. Não sei o que a vida me reserva pra amanhã, não sei qual o próximo desafio ou o próximo caos que vai se aproximar, mas eu tenho plena convicção de que pagar a conta de ser quem somos faz com que tenhamos força e maturidade pra encarar o que vier. De fato o que não mata fortalece e quem é de verdade sabe quem é de mentira! Espero que no próximo texto eu possa seguir com a mesma vibe, transbordando amor! 



#vemMalu ensina a doida da tua tia um milhão de coisas novas. Desperta em mim uma forma de amar que eu até então não conhecia, me mostra o quão a gente pode e deve cuidar uns dos outros, já tá tudo pronto, foram semanas de medo, incerteza, pode chegar, tudo se fez novo outra vez 💜

sexta-feira, 3 de março de 2023

A culpa é da terapia !!!

 



Pega o celular desesperada, 10 dias vivendo puro caos, a vida um liquidificador ligado na velocidade 3 com todos os sentimentos dentro e você parada em frente a ele olhando te triturar, já sei… preciso de uma sessão extra… “Oi, como está sua agenda? preciso de uma extra, arruma um encaixe?” Hoje as 15h. 

Começa sessão:

- Ai que bom você conseguir me atender hoje, precisava muito organizar meus pensamentos e escrever ainda não será suficiente.
- O que está acontecendo? sua sobrinha nasceu? está mais ansiosa? 

- Então… Não, tá tudo caótico, estamos vivendo dias intensos, a última semana foi bem delicada, mas o que eu queria falar aconteceu antes, um tempo antes e eu me dei conta agora. 

- Pois bem Bia… Diga…

- Estou com muita raiva de mim, e talvez de você… Eu me apaixonei e há anos eu não me apaixonava, e eu to sentindo uma ressaca disso. Dói no meu corpo todo. 

- Explica isso melhor, está confuso…

- Lembra que eu te disse que queria recomeçar a minha vida amorosa? Lembra que passei a conhecer pessoas e trouxe isso pra cá? Falei sobre o cenário atual estar assustador, as pessoas estarem mentirosas e bagunçadas. Lembra disso? Te contei uma história específica.

- Claro que lembro… (descrição da história)....

-Exatamente isso… Lembra o que você me disse?? Que eu estava com comportamento de evitação e que toda vez que mexia em mim eu corria pra não sentir. Refleti sobre isso, revi minha postura, achei que você tinha razão no apontamento, agi diferente, me reinventei, nada mudou.. 

- Certo, você se percebeu nisso…
- Sim, refiz a rota e sabe como eu me sinto? Uma idiota! Não dói esse cenário caótico, não dói essa expectativa da Malu, dói a vulnerabilidade. Eu queria sumir, desaparecer. Eu me enfiei lá de novo pra fazer diferente, criei expectativa e quebrei a cara, sim, nesse momento tô com raiva de mim que fiz isso e de você que me fez repensar… Mas também sei que amanhã vou estar pensando diferente. Porque é tão difícil encontrar um colo e não precisar ser a mulher maravilha 24 horas por dia? 

=Bia, as pessoas dão o que elas tem, a gente aprende isso todo tempo. 

-Eu sei, só não consigo aceitar que a paixão machuca. Só queria estar errada. No fim das contas as pessoas não estão dignas de conhecer a nossa melhor versão e isso me entristece, vai passar, mas ainda dói. Acho que quero continuar fugindo quando perceber que for sentir, se tem uma coisa que tenho aprendido com a minha atual versão solteira é: NÃO DÊ O SEU MELHOR, NÃO SE ENVOLVA, NÃO CRIE RAÍZES E NÃO VOLTE. 

-Será?
- Sim!! O problema é que eu acredito no amor, acredito piamente que só o amor transforma o mundo, talvez o problema seja eu. 

- Não Bia, em algum momento isso foi alimentado. Falta comunicação. 

-Vou digerir isso, vai cicatrizar, vou seguir, mas infelizmente não serei mais eu, não dá. Se são os momentos, então que sejam,só o hoje e tá tudo bem.Mas como eu to triste hoje precisava te falar que a culpa é sua.